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Opinião

 
 

Só o enfrentamento à intolerância pode proteger as populações vulneráveis

A temperatura do debate político, num ano que antecede um processo eleitoral, tende a crescer. Isso é normal. O problema se agrava este ano ao integrar a trajetória recente de descrença política que, por sua vez, emerge das eleições de 2014 e da ferocidade com que os embates partidários se cristalizaram naquele pleito.

Quem são as principais vítimas do discurso de ódio, de desqualificação da política, de desmoralização de partidos, governos, parlamentos e das instâncias judiciárias?

Seres humanos dos estratos discriminados pela cultura do estupro, do machismo, da misoginia, da homotransfobia, do racismo e da xenofobia, do preconceito com a velhice e do desprezo pela pobreza material e que sofrem com a carência de serviços de saúde, educação e segurança, vítimas ainda da violência criminal e da estatal.

Só as mortes violentas, documentadas, de pessoas vítimas de homotransfobia, no Brasil, já são 276 até agosto de 2017. O extermíno da população jovem, seja pela guerra da criminalidade, seja pela ação do aparato armado do Estado (polícias em geral) é uma realidade cruel expressa em uma estatística regular: a média diária de homícidios de jovens, ao longo dos anos, beira a 80. E em sua maioria, atingem negros e pobres. Quanto às mulheres, a realidade é também dramática: violência doméstica, assédio moral e sexual no local de trabalho e nas ruas; assassinatos veiculados pela imprensa com a repugnante expressão “crimes passionais” (que tenta relativizar a culpa do criminoso). As crianças são vítimas da erotização precoce, baseada no estímulo ao consumo, e não numa suposta cruzada apologética à pedofilia por obras artísticas, falsamente acusadas de indutoras de comportamentos críticáveis.

O Estado deveria comparecer, em todas as suas esferas, para proporcionar a defesa dessas populações vulneráveis: no Judiciária, Legislativo e Executivo. Porém, paradoxalmente, o que vemos é crescerem nessas instâncias um moralismo oportunista, que surfa na onda da regressão civilizatória que nos acomete nos dias atuais.

Nada mais falso do que tentar criar uma polarização entre o bem e o mal, quando o assunto são os direitos das mulheres, os da população LGBT, da negra, jovem e da idosa. Inaceitável é o desmonte da políticas públicas protetivas construídas pela sociedade ao longo de décadas de lutas, desde o fim do regime de 1964. Políticas essas potencializadas, criadas e recriadas nos governos de Lula e Dilma. E que agora sofrem cortes abissais.

Aliás, na trilha das manifestações indignadas nas redes sociais, precisamos de hospitais que assistam a gays, héteros, mulheres, jovens e idosos. Precisamos de delegacias que punam as agressões às pessoas vulneráveis. De tribunais que condenem os agressores. De apoio psicológico e de assistência social a quem demandar. Precisamos enfrentar a intolerância.






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