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Opinião

 
 

O nosso furacão Irma

O Brasil foi atingido, definitivamente, por um furacão econômico e político. A despeito de uma situação internacional mais favorável, com a relativa melhoria das condições econômicas na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, nosso país enfrenta uma tensão provocada pelas recentes medidas do Governo Federal e os desdobramentos das ações da Procuradoria Geral da República (PGR) e da Polícia Federal (PF).

No âmbito trabalhista, está consolidada a contrarreforma que retira direitos e precariza o trabalho. A entrega fatiada da Petrobras, a partir do compartilhamento da exploração do óleo da camada do pré-sal com empresas estrangeiras, continua a passos largos. A lista das privatizações vai da Casa da Moeda, passando pela Eletrobrás, portos e aeroportos, de usinas geradoras de energia e, pasmem, chegando até ao Banco do Brasil.

Os cortes de recursos anunciados pelo Ministério do Desenvolvimento Social ameaçam toda a estrutura do Sistema Único da Assistência Social (SUAS). Na educação, as universidades federais estão no limite de suas condições de funcionamento. Na saúde, é idêntica a ameaça ao SUS. No meio ambiente, a exploração mineral na Amazônia é a meta central do governo federal. Em 30 dias, tivemos sete aumentos de combustíveis, que impactarão qualquer esforço de controle inflacionário.

No turbilhão político, temos as denúncias formalizadas pela PGR que, agora, atingem o núcleo central do governo Temer, incluíndo o próprio presidente. As delações dos donos da JBS e do doleiro Lúcio Funaro estremecem diretamente o núcleo duro do governo, além de atingir aliados muito próximos, como lideranças do PSDB. Esse caos se completa com a evidente crise no Judiciário, em si, e na PGR, sobre cujas instâncias recaem suspeitas e críticas diversas. Eis o quadro nacional, que pode ser comparado ao auge de um furacão.

Nesse contexto, o esforço dos estados para debelarem seus próprios problemas e se defenderem da crise nacional fica ameaçado.

Em Minas Gerais, o governo Fernando Pimentel, com o apoio do Bloco Minas Melhor, de outros aliados, e até mesmo de figuras da oposição, liderou um encontro de governadores de vários estados para exigir o imediato encontro de contas entre as unidades da Federação e a União para o ressarcimento dos prejuízos causados pela Lei Kandir.

E a Frente Mineira em Defesa da Cemig promete ampliar as mobilizações para barrar a venda das usinas geradoras da empresa, hoje alvo do governo federal, tanto na frente jurídica, quanto na política, com mobilizações de rua.

Estranha essa experiência. Os estados e municípios hoje cumprem o papel de mitigar o efeito do ciclone político e econômico que ameaça levar o país a conflitos de resultados imprevisíveis.

E Minas Gerais, discretamente, se torna vanguarda nessa luta!


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