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Resistências social e jurídica são as armas contra privatização das usinas da Cemig

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Sarah Torres / ALMG

O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Rogério Correia (PT), defendeu a resistência como forma de barrar o leilão que o Governo Federal quer fazer de quatro usinas gerenciadas pela Cemig. A ideia do governo é arrecadar cerca de R$ 11 bilhões com a venda das usinas de São Simão, Jaguara e Miranda, com leilão marcado para setembro. A quarta usina a ser leiloada é a de Volta Grande.

A defesa do parlamentar foi feita na sexta-feira (25/08), durante visita à Usina de São Simão, no Triângulo Mineiro, onde cerca de 100 trabalhadores fizeram, por uma semana, acampamento de protesto contra a privatização das usinas. “A resistência é fundamental e estamos preparando uma guerrilha jurídica para evitar esse processo de privatização. Essas usinas representam 50% da produção de energia da CEMIG. Vendê-las significa quebrar a maior empresa do estado de Minas Gerais”, alertou Rogério.

Presidente da Frente Mineira em Defesa da CEMIG, que reúne servidores da empresa, trabalhadores do setor elétrico, movimentos sociais, Governo de Minas, ALMG e entidades do setor empresarial como a Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), Rogério ressaltou a importância da pressão popular no decorrer dos processos jurídicos. “O que tem que ficar claro é que Minas não quer a privatização dessas usinas. A conta de luz ficaria mais cara, portanto é uma luta global para manter a nossa soberania. Por isso é preciso que essa luta social se amplie”, defendeu.

A deputada Geisa Teixeira (PT) reforçou o perigo do aumento das contas de energia elétrica após uma possível venda das usinas. “A nossa energia vai subir e vai subir muito. O governo federal tenta iludir o povo dizendo que haverá uma diminuição, mas se as usinas forem vendidas, as empresas estrangeiras não terão nenhum compromisso com o povo de Minas”, reforçou.

Mobilização – O acampamento da Plataforma Operária Camponesa de Energia, próximo à Usina de São Simão, foi o segundo protesto feito pelos trabalhadores e coordenado pela Frente Mineira em Defesa da CEMIG. O primeiro aconteceu em 18 de agosto na Usina de Miranda, com a presença do governador Fernando Pimentel e do presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (PMDB).

Na oportunidade, o governador defendeu a renovação dos contratos atuais e destacou a importância das concessões para o estado. "Estamos dispostos a arranjar uma solução negociada, mas é negociar de um lado e resistir de outro. O que nós não queremos é que venham, na mão grande, botar nossas usinas no leilão, para estrangeiro comprar e depois vender energia cara para os mineiros e mineiras. Isso não vamos aceitar", afirmou.

Para a presidente da CUT/MG, Beatriz Cerqueira, é preciso mobilizar toda a sociedade para que todos compreendam qual o impacto tem a venda das usinas para um grupo estrangeiro. “Os movimentos sociais e sindicais dialogam com a comunidade. Quando as pessoas compreendem o que é a privatização, o que significa os chineses, os alemães ou os ingleses comprarem essas usinas e como isso repercute na vida de cada um de nós, elas se posicionam contra essas privatizações”, avaliou.


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