Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes
 
 
Logo Minas Sem Censura Newsletter

Opinião

 
 

O caso Eletrobras e a defesa da Cemig

A ameaça de privatização de usinas geradoras de energia elétrica sobre controle da Cemig ganhou contornos mais dramáticos. Se esse já era um tema de repercussão internacional pela dimensão da estatal mineira no Brasil e em suas parcerias internacionais, agora com o anúncio da pretendida venda da Eletrobras, o caso tem outras repercussões.

Estimado em R$ 20 bilhões o valor da estatal brasileira, por “especialistas” interessados na privatização, tal preço não cobre nem mesmo uma das usinas sob controle da empresa, como informa o jornalista Luis Nassif: "A avaliação de R$ 20 bilhões equivale a menos da metade de uma usina como Belo Monte. A Eletrobrás tem 47 usinas hidroelétricas, 114 térmicas e 69 eólicas, com capacidade de 47.000 MW, o que a faz provavelmente a maior geradora de energia elétrica do planeta. É uma empresa tão estratégica quanto a Petrobras."

Diferentemente dos Estados Unidos, onde a questão hídrica é tratada como tema de segurança nacional e a estrutura hidrelétrica é 100% estatal, aqui se planeja um verdadeiro golpe na soberania do País.

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o governo estadual, entidades empresariais, movimentos sociais e sindicais, intelectuais, acadêmicos e pesquisadores se articulam em uma unidade inédita para os padrões mineiros e se juntam a partidos de todos os matizes se manifestando contra a proposta de privatização das usinas da estatal mineira.

É esse sentimento de união que se espera para a tentativa de venda da Eletrobras. Afinal, se o governo em Brasília está na contramão das principais economias do planeta, que mantém férreo controle sobre a geração e distribuição de energia em seus territórios, não há outra alternativa: a defesa da Cemig é também a defesa da Eletrobras.

Ao contrário do que se diz, a Eletrobras não está quebrada. Que ela passa por dificuldades financeiras, em face de heranças da privatização tucana, da seca prolongada que tivemos entre 2011 e 2014, por aportes em geradoras (na forma de empréstimos subsidiados) para se evitar a paralisação de investimentos, disso ninguém tem dúvida.

Eis o paradoxo:  o preço dos papeis da empresa na Bolsa de Valores alcançaram 50% de valorização. Investidores não seriam loucos de investirem seus recursos em algo quebrado como tenta vender a propaganda oficial.

Pelo jeito, a Frente Mineira em Defesa da Cemig vai inspirar a criação da Frente Brasileira em Defesa da Eletrobras.



Logo Minas Melhor Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais
Rua Rodrigues Caldas, 79 - 3º andar
Santo Agostinho - BH / MG

(31) 2108-7597 minasmelhoroficial@gmail.com
Copyright 2016 Minas Melhor.
Facebook Youtube Twiter Sound cloud
nas redes