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Mulheres atingidas por barragem debatem violações de direitos e pedem proteção

Décio Junior - Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

 Guilherme Bergamini/ALMG

A violação dos direitos das mulheres atingidas por barragens foi debatida na quarta-feira (16/08), em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, presidida pelo deputado Cristiano Silveira (PT). Requerida pelo deputado Rogério Correia (PT), a audiência reuniu dezenas de homens e mulheres do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que desde a segunda feira estão acampados na Assembleia Legislativa.

De acordo com Sonia Mara Maranho, membro da coordenação estadual do MAB, as mulheres são as que mais sofrem quando uma família é atingida pela construção de uma barragem. “É a mulher que tem a responsabilidade de organizar a família, de organizar a comunidade e com a chegada de uma hidrelétrica, toda a vida delas é desestruturada. Então, temos muitos problemas de prostituição, de alcoolismo, do aumento da violência contra a mulher e elas, quase sempre, ficam excluídas das negociações e audiências de negociações”.

A coordenadora estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens, Aline Ruas, disse que uma outra violação importante está relacionada ao trabalho da mulher. “Se a mulher perde a sua fonte de trabalho, ela perde sua própria autonomia, inclusive para decidir para onde vamos”, destacou.

Ela também destacou o aumento do índice de violência no processo de construção de barragens. “São grandes problemas que acontecem nas famílias pois com contingente de homens que chega para trabalhar na construção das barragens aumenta o índice de estupro, de gravidez não planejada e logo após a construção, os homens muitas vezes vão embora e quem fica com as crianças são as mulheres”, lamentou.

O Deputado Rogério Correia (PT) disse que a pauta das mulheres é relevante, já que são elas as primeiras a sofrerem com as construções de barragens. “A mulher tem uma responsabilidade maior, até por conta de uma sociedade machista, que a deixa sobrecarregada, seja ela do campo ou da cidade, além de sua jornada dupla de trabalho. No caso das atingidas, elas são as responsáveis pelo cuidado das crianças que muitas vezes ficam sem escola, sem saúde e sem a terra. Portanto, colocar em pauta essas questões são importantes, principalmente agora, que a Assembleia aprovou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o Projeto de Lei que institui uma política pública de proteção aos atingidos”, disse.

O Projeto de Lei 3.312/16, segundo o parlamentar, prevê questões importantes como garantia de moradia com infraestrutura de escola e saúde. “É uma garantia do estado para que as mulheres sejam minimamente acolhidas”, ressaltou Rogério Correia.  


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