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Opinião

 
 

Marchar pelo ódio racial?

Os recentes acontecimentos em Charlottesville, nos EUA, em que manifestantes nazistas e fascistas foram às ruas defender uma "supremacia branca" nos servem como alerta e reflexão para o que queremos para o Brasil, em 2018.

Grupos como a Ku Klux Klan e a perseguição e violência contra negros, hispânicos, árabes e outras minorias de diferentes raças, etnias e nacionalidades sempre existiram naquele país. A diferença é que, agora, com um representante da extrema direita no comando do país, o que era crime está legalizado, mascarado como "liberdade de expressão". É assim que a extrema direita estadunidense tem chamando suas manifestações racistas e criminosas: "liberdade de expressão".

O que nós, no Brasil, precisamos refletir para 2018 é que tipo de ser humano queremos na liderança do nosso país. Perseguições a negros, a mulheres negras, a refugiados árabes, hispânicos e africanos, a homossexuais, já acontecem, infelizmente, com frequência por aqui. A diferença é que a maioria não concorda, não tolera e exige a punição desses crimes. É desta forma que ainda conseguimos frear os seguidores do nazismo e do fascismo. Aliás, apologia ao nazismo, por aqui, é crime previsto em lei, que fique bem claro. (Lei 7.716/89)

Eleger caricaturas de Hitler que afirmam, sem nenhum constrangimento, que quilombolas e índios devem passar por processo de esterilização, que não cria filhos para namorar uma mulher negra, que homossexuais são aqueles que apanharam pouco na infância, entre outras barbaridades, é passar cheque em branco para que a intolerância e a violência contra essa minorias, já bastante desprotegidas, aumentem.

No Rio, há cerca de duas semanas, um refugiado árabe, o Mohamed Ali, que vendia suas esfihas e kibes em Copacabana, foi vítima do ódio fascista. Foi agredido, durante o dia, por um homem, armado com um pedaço de pau, que despejava palavras de ódio contra estrangeiros árabes. No último final de semana, veio a resposta dos cariocas: centenas de pessoas promoveram um "esfihaço" em solidariedade ao Mohamed, mostrando a ele que a tolerância ainda manda nesse país e que não iremos, de forma alguma, ressuscitar regimes genocidas que já deveriam ter sido enterrados há décadas.

Mais tolerância. Mais consciênci


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