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Deputados e governo tentam encontrar solução para a crise no Galba Ortopédico

Núcleo de Comunicação do Bloco Minas Melhor

Foto: Guilherme Bergamini / ALMG

A crise financeira que o estado atravessa e os cortes de repasse do governo federal, que estão sucatendo o SUS, dificultam a manutenção da unidade do Galba Ortopédico, que integra a rede da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig). As autoridades presentes à audiência pública conjunta das Comissões de Saúde e de Administração Pública, na quinta-feira (10/08), realizada para discutir o fechamento da unidade, discutiram saídas para o hospital. O deputado Dr Jean Freire (PT), que solicitou a reunião, apoiou o movimento de funcionários que ocupam o Galba Ortopédico, e está lutando pela manutenção dos serviços no local. “Como médico e de origem popular, sei da urgência que a manutenção desses serviços possuem. Não podemos abrir mão de um hospital público, integrado ao SUS, que é uma conquista do povo”, lembrou o deputado.

Dr Jean comentou que situações como as do Galba Ortopédico são resultado de descasos acumulados por décadas e que a fila para atendimentos existem desde 2005.

Situada no bairro Gameleira, região Oeste da Capital, a unidade funciona há 17 anos como um braço ortopédico do Hospital de Pronto Socorro João XXIII, realizando, em média, 280 cirurgias e mil atendimentos por mês. A unidade foi criada, sobretudo, para dar continuidade ao tratamento de traumas que chegam primeiramente ao maior pronto socorro do Estado.

Prefeitura de BH é devedora - O presidente da Fhemig, Tarcísio Dayrell Neiva, confirmou a escassez de recursos no caixa da instituição, que se encontra com dificuldades de cumprir o pagamento de fornecedores e realizar compras emergenciais. Ele informou ainda que a Prefeitura de Belo Horizonte deve à Fundação mais de R$200 milhões desde 2013, sem que essa dívida seja paga. Diante desse cenário, argumentou não ser aconselhável manter a unidade, pois existe uma ação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para que sejam sanadas as inconformidades no local, que a instituição não é capaz de realizar no momento.

“Fechar a unidade não é nossa intenção, mas o governo estadual sozinho, não tem recursos para fazer as melhorias necessárias”, ponderou o presidente.

Tarcísio entende que a luta dos funcionários para que sejam alocados novos recursos para a unidade é legítima, mas observou que os custos da Fhemig de R$28 milhões mensais, ante um repasse de apenas R$ 18 milhões da Secretaria de Saúde, só aumentam um déficit histórico na Fundação. “ Nossa intenção é assentar com os conselhos de saúde e demais instituições, para fazermos uma análise profunda da Fhemig e juntos encontrarmos as soluções”, concluiu.

Para apresentar as justificativas do MP, a promotora Josely Ramos Pontes explicou que, desde 2008, várias unidades da Fhemig têm sido vistoriadas pela Vigilância Sanitária, inclusive para renovação de alvarás. No caso do Galba Ortopédico, ela argumentou que a ação do MP foi movida para que fosse colocado um fim às improvisações detectadas.

“A população precisa de um local que não seja feito na base do improviso. A área de ortopedia da Fhemig tem uma fila de atendimento de 17 mil pessoas, desde 2005. É um problema antigo, que vem se arrastando. É preciso uma solução definitiva para a questão”, justificou.

O Galba Ortopédico está com algumas alas ociosas, e os pacientes e novos atendimentos estão sendo encaminhados para o Hospital João XXIII e Hospital Maria Amélia Lins. Caso seja fechado, esses hospitais deverão receber os cerca de 200 servidores da unidade do Galba.

O deputado Geraldo Pimenta (PCdoB) destacou que o governo de Minas Gerais gasta 17% do PIB com a Saúde, contra apenas 4% do governo federal, lembrando que é a população que mais sente essa defasagem. “Estamos em processo de discussão nas conferências de Saúde, momento importante para se cobrar da União o fortalecimento do SUS, que é uma conquista social fundamental”, avaliou o deputado.

SUS em crise - Dr Jean Freire lembrou que a saúde no Brasil está em crise absoluta por causa do desmonte que o governo Temer vem fazendo com a área social, de saúde e de educação. Ele disse que apesar das dificuldades, o governador Fernando Pimentel está conversando com a população e que, mesmo com as críticas dos presentes à gestão da Fhemig, o governador não se furta a reconhecer falhas e buscar soluções conjuntas.

O deputado argumentou que em Minas Gerais, o estado está aberto ao diálogo crítico, e ouvindo as instituições para encontrar saídas para os problemas. E defendeu a bandeira do seu partido, o PT, na defesa da saúde pública. “O SUS brasileiro é o maior sistema de saúde do mundo e não podemos deixar que ninguém desmonte essa conquista. Não estou aqui defendendo um partido, mas temos um compromisso político com a população. E não estamos em Brasília, como o PSDB, apoiando um governo que quer privilegiar o sistema privado, em detrimento do SUS. O compromisso primeiro deve ser com os pobres, e a saúde pública é direito fundamental”, finalizou.

Os conselhos de saúde, movimentos sociais e autoridades presentes foram unânimes em apontar o sucateamento do SUS e a luta por melhores condições de trabalho e atendimento nos hospitais da rede Fhemig.






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