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Mobilização em Brasília mostra uma Minas unida em defesa da Cemig

Núcleo de Comunicação Bloco Minas Melhor e assessoria Deputado Rogério Correia

Foto: Heberth Xavier 

O dia em Brasília da Frente Mineira em Defesa da Cemig, que contou com a presença do governador Fernando Pimentel e o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, serviu para mostrar, sobretudo, que Minas Gerais está unida em defesa de sua maior empresa. Segundo o coordenador da Frente, o deputado Rogério Correia (PT), a tentativa de privatização da empresa pelo governo Temer serviu para colocar na luta pelo mesmo objetivo, segmentos que, muitas vezes, estão em lados opostos. "Aqui estão o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, representando os empresários mineiros, e a presidente da CUT Minas, Beatriz Cerqueira, pelo lado dos trabalhadores do Estado", disse Rogério, 1º Secretário da Assembleia, durante a reunião que aconteceu na terça-feira (08/08). "Isso mostra que é possível atuar em conjunto, sobretudo quando os interesses mineiros são afrontados, como é o caso da privatização da Cemig por Temer", analisou.

A equipe econômica do governo federal quer leiloar três usinas, hoje sob concessão da Cemig, que representam cerca de metade da capacidade de geração de energia em Minas. O governo espera ganhar com isso cerca de R$ 11 bilhões, valor que sequer paga meio déficit público em um único mês. O valor é semelhante também ao obtido pela chamada bancada ruralista no Congresso, para votar a favor do presidente Michel Temer na votação do pedido de investigação sob suspeita de corrupção, na semana passada.

Um dos argumentos da Frente Mineira em Defesa da Cemig é que o contrato de concessão das usinas, feito em 1997, e hoje objeto da polêmica, prevê a renovação automática por 20 anos. Ou seja, o governo federal estaria avançando em questão de entendimento pacificado no âmbito judicial. 

Na capital federal - A Frente Mineira em Defesa da Cemig teve um dia de trabalho árduo em Brasília, mas que foi plenamente recompensado. No início da tarde, no Congresso Nacional, recebeu apoio de parlamentares federais de vários partidos, como Erika Kokay (PT-DF), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Brasileiro, Jô Moraes (PCdoB), Adelmo Leão (PT), Padre João (PT), Fábio Ramalho (PMDB), Reginaldo Lopes (PT), Patrus Ananias (PT) e Margarida Salomão (PT), entre outros.

A Frente também se reuniu à tarde com o ministro Aroldo Cedraz, do Tribunal de Contas da União (TCU), já que há um questionamento sobre a realização do leilão das usinas naquela Corte em Brasília. "O consumidor pode pagar essa conta", diz o advogado-geral do Estado, Onofre Batista Júnior. "É como se o governo federal estivesse se financiando com o dinheiro do povo mineiro."

À noite, ainda em Brasília, a Frente se reuniu com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que é o relator da ação da Cemig que questiona o leilão. O governador Fernando Pimentel, presente no encontro, lembrou que poucas vezes em sua vida viu tanta unanimidade em torno de um assunto quanto agora, no caso Cemig. "Isso mostra como a nossa maior empresa, e consequentemente a economia mineira, serão afetados se a proposta de leilão vingar", disse o governador.

O deputado Rogério Correia frisou, na reunião com Toffoli, que é preciso esforço para chegar a um acordo sobre a questão. "O governo de Minas e a Cemig já demonstraram interesse no acordo, mas estamos esbarrando na intransigência da equipe econômica do governo Temer", disse. Toffoli manifestou simpatia à ideia de um acordo. "É sempre a melhor saída, quando possível", afirmou. O governador Pimentel, o presidente da Cemig, Bernardo Salomão, e o presidente da ALMG, deputado Adalclever Lopes (PMDB), reforçaram também a possibilidade de acordo como a melhor saída.

Mobilização – A Frente Mineira, integrada por parlamentares, movimentos sociais e sindicatos, foi lançada em 24 de julho na Assembleia para desencadear uma ampla mobilização no Estado contra o leilão das usinas de São Simão, Jaguara, Miranda e Volta Grande, no Triângulo Mineiro, que respondem por cerca de 50% da energia gerada pela Cemig.

Estavam presentes à reunião ainda o secretário de estado de Governo, Odair Cunha; o advogado-geral do estado, Onofre Batista Júnior; o procurador-geral da Assembleia, Bruno de Almeida Oliveira; os diretores do Sindieltro-MG, Jefferson Silva e Jairo Nogueira Filho; o procurador-geral de Justiça de Minas, Antônio Sérgio Tonet e o representante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Joceli Andreoli.

Defesa em Plenário -
Na quarta-feira, durante sessão ordinária em Plenário da Assembleia Legislativa o deputado Rogério Correia voltar a pedir uma unidade parlamentar suprapartidária para o enfrentamento à venda das usinas e conseguiu o aval do líder da Minoria, Gustavo Valadares, que se comprometeu a levar os seus pares ao ato marcado para 18 de agosto, na Usina de São Simão. O deputado André Quintão (PT), líder do Bloco Minas Melhor, também cobrou a união dos parlamentares e de toda a sociedade. "Agora é o momento da união de Minas Gerais. É o momento de Minas exigir seus direitos. Nós sabemos que se não equacionarmos essa situação, a conta pode recair no bolso do consumidor", alertou.

O mesmo alerta foi feito pelo deputado Paulo Guedes (PT). "O governador Fernando Pimentel alertou hoje, que se o governo federal leiloar a Cemig, as contas podem dobrar e não podemos permitir isso", disse.



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