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Bancada do PT critica decisão da Câmara dos Deputados de arquivar denúncia contra presidente

Nucleo de Comunicação Bloco Minas Melhor

Foto: Gilmar Felix/ Câmara dos Deputados


Revolta e indignação contra a manutenção do golpe em curso no país resumem a reação dos deputados da bancada do PT na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) que, na quinta-feira (03/08), se manifestaram sobre a votação na Câmara no dia anteior, que arquivou as denúncias da Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer (PMDB).

O líder do Bloco Minas Melhor, deputado André Quintão (PT), classificou o resultado da votação como um escárnio, um assalto aos direitos da população. “Pela primeira vez na história do nosso país um presidente é denunciado no exercício do mandato, com provas cabais por corrupção passiva. Temer tem 94% de reprovação dos cidadãos brasileiros e, ainda assim, a denúncia que investigaria o presidente ilegítimo foi arquivada na Câmara dos Deputados após diversas negociações em troca de votos. Ao todo, 227 deputados federais votaram a favor da denúncia e 264 votaram contra, além das duas abstenções”, lamentou.

De acordo com o 1º Secretário da Casa, Rogério Correia (PT), a vitória de Temer ainda não deve ser comemorada. “Foi um dia triste para nossa democracia, que perdeu a oportunidade de se livrar de um presidente comprovadamente corrupto e ilegítimo, pois traiu sua companheira de chapa para executar um programa de governo oposto, justamente o programa do PSDB de Aécio Neves, derrotado nas eleições de 2014", afirmou.

Rogério lembrouque o governo federal conquistou 264 votos, número muito inferior ao necessário para mudar a Constituição e fazer, por exemplo, a reforma da Previdência que acabará com a aposentadoria do trabalhador.

Marília Campos (PT) foi a tribuna do Plenário para criticar o arquivamento das denúncias e teceu duras críticas ao governo Temer. “As decisões que o golpista tomou pioram a vida da população. E não são só pelos 15 milhões de desempregados, mas com a precarização da Saúde, da Educação, da Segurança Pública e da Assistência Social. E a partir do ano que vem, com a PEC 95, que limitou os gastos públicos, a tendência é só piorar, porque os investimentos vão diminuir. A câmara mais uma vez virou as costas para o povo”, lamentou.

Vice-líder de governo, o deputado Cristiano Silveira (PT) destacou o aspecto econômico da decisão tomada pela Câmara. “Entendo que prolongaremos a crise econômica pela incapacidade que esse governo tem hoje de gerir o Brasil. Vamos lembrar: quando tiraram a Dilma eram 4 milhões de desempregados. A defesa era tirar a Dilma e voltar a gerar empregos. Mas hoje nós estamos beirando os 15 milhões de desempregados. E o registro de menor índice de inflação não significa controle das contas, mas porque há uma deflação por falta de consumo causada pela crise que vivemos”, explicou.

O parlamentar alertou ainda para o risco de contaminação da operação Lava Jato e das investigações por causa do próprio comportamento do Congresso.

Quem discursou também contra a não aceitação da denúncia contra Temer foi o deputado Paulo Guedes (PT). “Que tristeza em saber que temos um congresso nacional que não está nem aí para o povo brasileiro, que fecha os olhos pra toda a bandalheira praticada por um presidente golpista e corrupto que se apropriou do poder com conchavos políticos e que tem 95% de reprovação da população”, disse.

O parlamentar chamou atenção ainda para o fim de importantes projetos como o Programa do Leite para o Norte de Minas, Jequitinhonha e Vale do Mucuri, o Minha Casa Minha Vida e os cortes no Prouni, no Fies e a quebra de direitos com a reforma das Leis Trabalhistas”.



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