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Conflitos em região de mineradora motivam pedido de nova audiência pública


Audiência pública realizada em Conceição do Mato Dentro


Assessoria Dep. Marília Campos / Edição: Comunicação Minas Melhor

Foto: Edivaldo Miranda

Para combater a degradação ambiental que só vem crescendo nos últimos anos nas cidades de Conceição do Mato Dentro e Alvorada de Minas, será realizada uma nova audiência pública com convidados na Assembleia, ainda no mês de agosto. A solicitação é da deputada Marília Campos (PT), para esclarecer dúvidas e debater os impactos ambientais, sociais e econômicos que poderão ser provocados com a liberação da licença de operação da terceira etapa do sistema Minas - Rio da Mineradora Anglo American. Na reunião anterior, realizada no último mês de maio, os diversas lideranças comunitárias denunciaram as represálias e violências que vêm sofrendo por parte da empresa e também de moradores fovoráveis à mineradora.

“Fiquei preocupada com o clima tenso em Conceição do Mato Dentro, durante uma audiência pública local, que acompanhei dia 20 de julho. Ficou muito claro que a cidade está dividida. A favor, estão aqueles que trabalham para a empresa e os comerciantes que vão lucrar com o movimento. Já os que trabalham na atividade agrícola e os que moram perto da área de expansão reclamam da poeira, de trincas nas casas, da insegurança e da violação dos direitos humanos”, crelatou Marília Campos.

Conflitos e dúvidas entre moradores - Essa reunião foi marcada por protestos de pessoas contrárias ao empreendimento e ocorreu em clima de muita tensão. Muitas famílias expuseram suas dúvidas e preocupações a respeito da etapa apresentada. Os mais prejudicados com o projeto de expansão também seguravam cartazes com os seguintes dizeres: “Bento Rodrigues nunca mais”, “Minério não mata a sede”, “a Anglo massacra”, “Minas - Rio, projeto da morte”, “Barragem mata’’, dentre outros.

A audiência na cidade foi feita mesmo após o Ministério Público Federal (MPF) ter recomendado que ela não poderia acontecer. "O motivo do pedido de adiamento é o mesmo que levou a pedir o adiamento da última audiência pública que seria realizada em 11 de abril: as comunidades e entidades que fazem o acompanhamento técnico do empreendimento, reivindicaram prazo maior para analisar a documentação dos impactos, bastante complexa e que soma 3 mil páginas", diz o despacho do MPF.

O documento ainda pontua que existem muitas dúvidas a respeito do que consta nos Estudos de Impacto Ambiental (EIA), no Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) e nos cumprimentos de condicionantes de fases anteriores. No texto está descrito que: “Ainda não foram sanadas pelas autoridades competentes. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) ainda não apresentou nenhum elemento que possa comprovar o cumprimento de tais medidas’’.

Resposta - A Mineradora Anglo American se posicionou por meio de nota e disse que as reivindicações e requerimentos feitos pelos presentes na audiência pública sobre a 3ª Etapa do Minas - Rio serão avaliados pelo órgão ambiental, e que a empresa permanece pronta para cumprir qualquer determinação decorrente da reunião". “Esperamos que a votação das Licenças Prévia e de Instalação ocorram ainda este ano”.

A deputada Marília Campos pretende que a audiência seja uma nova oportunidade de encontro com representantes da comunidade, da empresa, dos órgãos ambientais e dos movimentos sociais em busca de soluções: “O nosso objetivo é construir um processo em que as cidades saiam ganhando”, justificou.

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