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Casarão histórico em Esmeraldas espera por reforma

Assessoria de Comunicação ALMG   

Foto: Willian Dias / ALMG

O Casarão Santo Antônio, residência do primeiro presidente da província, foi visitado segunda-feira (26/06) pela Comissão de Cultura da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Construído no século XIX em Esmeraldas (Região Metropolitana de Belo Horizonte), o imóvel tombado, de mais de 750 m², que foi moradia do Visconde de Caeté, José Teixeira da Fonseca Vasconcelos, será restaurado.

No casarão, morava e trabalhava o visconde, com sua esposa e dez filhos. O cargo de presidente da província equivale hoje ao de governador do Estado.

Autora do requerimento para realização da visita, a deputada Marília Campos (PT) disse que a recuperação do imóvel, onde foram tomadas as primeiras decisões políticas de Minas, é muito importante para estabelecer uma nova vocação para Esmeraldas, além de recuperar parte significativa da história do Estado. “Esse processo pode se tornar referência para imóveis em situação parecida em outras cidades. Além disso, traz para o município a possibilidade de explorar o turismo cultural”, explicou.

Segundo a presidente do Instituto de Desenvolvimento e Sustentabilidade Sociocultural (Idessc), Márcia Andrea Armond, o casarão é o único imóvel tombado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico (Iepha) em Esmeraldas. A longo prazo, o objetivo dos proprietários é transformá-lo numa casa de cultura.

“A reforma é de interesse principalmente do Estado, por contar a sua história, mas também é fundamental para a cidade. Conseguimos R$ 80 mil do Fundo Estadual de Cultura e entregaremos o projeto de restauro até janeiro do ano que vem, mas para isso contamos com muitas parceiras, pois é uma obra complexa, que demanda mão de obra especializada. Ainda precisamos dos estudos arqueológicos e históricos da área e só conseguiremos viabilizar os projetos elétricos e hidráulicos depois”, explicou Márcia Armond.

Paredes de adobe foram cobertas com cimento

Presidente da Associação do Casarão Santo Antônio e representante da família que atualmente é dona do espaço, Maria do Carmo Lara explicou que as tentativas de restauração já duram muitos anos. “Em 2001, tivemos um projeto de revitalização aprovado pela prefeitura que não teve prosseguimento. Hoje, penso que foi melhor assim porque eles descaracterizaram o prédio e, sem nenhum conhecimento de restauração histórica, rebocaram a faixada com cimento e retiraram a pintura original das paredes, o que resultou na perda de diversas características da obra que talvez nunca consigamos recuperar”, afirmou.

Muitas paredes, que são feitas de tijolos de adobe (terra crua, água e palha), “implodiram” quando cobertas com o cimento. Mas a estrutura do imóvel, feita de braúna, uma madeira nobre, permanece de pé graças à reforma completa do telhado que foi feita na ocasião.

Resgate da história - O presidente da Comissão de Cultura, deputado Bosco (PTdoB), falou da importância de se resgatar grandes prédios históricos como forma de preservar a história de Minas para as próximas gerações. “Em Araxá (Alto Paranaíba), também temos prédios históricos que precisam de atenção, como o Museu Dona Beja, atualmente fechado e precisando de reformas. Esses locais são essenciais para preservarmos nosso passado e planejarmos nosso futuro”, completou.


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