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Movimento pelas Diretas Já toma as ruas e clama por Greve Geral

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Foto: Isis Medeiros / CTB

A Comissão de Participação Popular da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou, na quinta-feira (22/06), audiência pública para debater e fazer um balanço com diversos movimentos sociais sobre o novo movimento pelas Diretas Já. O próximo passo é a Greve Geral marcada para dia 30. A reunião atendeu ao requerimento da deputada Marília Campos (PT) e do primeiro secretário da casa, deputado Rogério Correia (PT), e contou com as presenças de representantes de setores da Justica, de Auditores Fiscais, de centrais sindicais e de movimentos de estudantes e juventudes. Todos organizados contra o governo Temer e contra a possibilidade de eleições indiretas. 

Para Rogério Correia, o povo não pode sair das ruas para garantir que as mudanças necessárias possam modernizar suas instituições, que estão falidas, pois só assim o povo vai voltar a acreditar no governo. E apontou três reformas urgentes como saída para a crise política no país.

“Precisamos de uma reforma política verdadeira, pois temos um Congresso com maioria de deputados com um carimbo da empresa que os financia e controla. Nosso Parlamento não tem a cara do povo brasileiro, dos negros, dos pobres. Precisamos de uma reforma que modifique o Poder Judiciário, pois são semideuses, sem controle externo e ainda servem para perseguir políticos que estão do lado do povo. O Ministério Público está do lado das elites, quando deveria servir ao povo, os interesses do povo. E a nossa mídia claramante conservadora, que visa apenas lucro e não a liberdade da imprensa. Ou seja, temos que democratizar nossa estruturas, nossas instituições. E só uma constituinte pode fazer isso”, analisou o deputado.

“O movimento sindical brasileiro está trabalhando com muita força pelas Diretas Já, por entender que o governo atual não representa o interesse do povo brasileiro”. Essa é a atitude que Renan de Carvalho, diretor do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais – Sind-Ute, acredita que tem feito crescer o movimento por novas eleições. “A luta pelas Diretas também é uma forma de barrar reformas que prejudicam o trabalhador. Teremos uma greve geral nacional outra vez, no próximo dia 30 de junho, que vai atingir todos as centrais sindicais. Não podemos saír das ruas”, concluiu Renan.

A deputada Marília Campos propõe um aprofundamento nas reflexões para uma grande mobilização no sentido de resistir ao golpe pelo qual estamos passando. “Temos que aumentar nossa mobilização no sentido de não aceitar essas reformas da Previdência e trabalhista que são golpes nos direitos do povo”, afirmou. Ela entende que a reforma política que está em andamento só atende as conveniências de quem está no poder. Por isso considera atualíssima a luta por Diretas Já, "pois a reunião de hoje no Poder Legislativo aprofunda o debate sobre a necessidade de reformas que o País precisa e contribui para as nossas mobilizações no sentido de fortalecer a a resistência popular".

Rogério Correia ainda alertou para a necessidade de união de forças contra um movimento mundial em curso contra as classes trabalhadoras: “A crise mundial do capitalismo novamente se move contra as periferias e os pobres. Com o Brasil não foi diferente, pois tivemos a pressão dessas forças internacionais para a derrubada do governo popular da presidente Dilma Roussef, fato que ocorreu também na Argentina e na Venezuela. E o que vivemos agora, é resultado dessa opressão para que os menos favorecidos sejam sacrificados com perdas de direitos e impostos, sobre o que eles chamam de ‘solução da crise”.

Juventude também está unida por mudanças

O deputado Dr. Jean Freire (PT) elogiou os movimentos jovens que estão mobilizados pelas Diretas, entendendo a importância das novas eleições, elegendo seus representantes por voto direto como única solução: “As indiretas vão colocar um representante que não foi eleito pelo povo, e isso é romper com a democracia”.

A politização desses grupos e a participação intensa de jovens nas manifestações é confirmada por Nathália Santos, membro da Coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude. “O Levante tem trabalhado com espaços de formação dentro das escolas, das universidades e nos atos culturais para estimular as pessoas a irem para as ruas. O coro por Diretas Já é a solução que a gente tem apontado para recuperarmos a democracia no nosso País”, afirmou. Uma mobilização permanente que une a juventude brasileira tem acontecido desde o ano de 2013, unindo grupos de periferia, artistas e estudantes.

Nathália afirma ainda que os movimentos jovens tem entendido a importância de se eleger os seus representantes por voto direto é a única solução: “as indiretas vão colocar um representante que não foi eleito pelo povo, e isso é romper com a democracia”.



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